THE BALANCE  211 scaled
Resumo rápido
  • Quando uma pessoa está em sofrimento, as consequências raramente se limitam ao próprio.
  • Cônjuges, pais, filhos e pessoas próximas podem ficar expostos a incerteza, medo, frustração ou exaustão, muitas vezes tentando apoiar sem enquadramento clínico ou orientação consistente.
  • Na THE BALANCE, reconhecemos que a mudança sustentada pode exigir intervenção não apenas ao nível individual, mas também no contexto relacional que envolve o doente, sempre com supervisão clínica e dentro de limites claros.

Quando uma pessoa está em sofrimento, as consequências raramente se limitam ao próprio. Cônjuges, pais, filhos e pessoas próximas podem ficar expostos a incerteza, medo, frustração ou exaustão, muitas vezes tentando apoiar sem enquadramento clínico ou orientação consistente. Na THE BALANCE, reconhecemos que a mudança sustentada pode exigir intervenção não apenas ao nível individual, mas também no contexto relacional que envolve o doente, sempre com supervisão clínica e dentro de limites claros.

O PAPEL DA FAMÍLIA E DAS PESSOAS PRÓXIMAS

A família e as pessoas próximas podem ter um papel relevante no processo de recuperação, mas esse papel nem sempre é evidente. Sem estrutura e contenção clínica, o apoio pode tornar-se, inadvertidamente:

  • centrado na crise
  • emocionalmente reativo
  • inconsistente ou difícil de sustentar

A nossa abordagem procura deslocar a dinâmica de urgência e confusão para maior clareza, contenção e envolvimento construtivo, de acordo com a indicação clínica.

COMO APOIAMOS AS FAMÍLIAS

Com consentimento adequado e respeitando a confidencialidade, a THE BALANCE pode apoiar familiares e pessoas próximas através de diferentes modalidades, incluindo:

  • Conversas de orientação para clarificar o enquadramento e compreender melhor a situação
  • Sessões estruturadas com família ou parceiro(a), quando clinicamente indicado
  • Apoio na comunicação, definição de limites e alinhamento de expectativas
  • Preparação para reintegração e continuidade após o tratamento
  • Envolvimento durante o aftercare, quando indicado

O nível de envolvimento é sempre proporcional e individualizado. Nem todas as situações beneficiam do mesmo formato, intensidade ou timing de participação familiar.

CONSENTIMENTO E LIMITES

O respeito pela autonomia e pela confidencialidade é um princípio central. O envolvimento da família é orientado por:

  • o consentimento da pessoa
  • o juízo clínico
  • as responsabilidades éticas e legais

Esclarecemos, de forma transparente, o que pode e o que não pode ser partilhado, ajudando todas as partes a compreenderem estes limites. Apoiar a família não significa transferir responsabilidade ou controlo; significa promover estabilidade, compreensão e segurança sempre que possível.

QUANDO A PESSOA RESISTE A RECEBER AJUDA

É frequente existir ambivalência ou resistência ao tratamento, mesmo quando o sofrimento é evidente. Nestas circunstâncias, podemos apoiar a família através de:

  • exploração de limites adequados e exequíveis
  • discussão de opções realistas e das respetivas limitações
  • orientação sobre passos seguintes clinicamente responsáveis
  • estratégias para reduzir escalada e conflito

O nosso papel não é coercivo. O objetivo é apoiar decisões informadas e responsáveis, compatíveis com a segurança e com o enquadramento legal aplicável.

TRABALHO FAMILIAR COMO PARTE DO PLANO DE CUIDADOS

Quando clinicamente indicado, o trabalho familiar ou relacional pode integrar o tratamento e/ou o aftercare. Este trabalho centra-se em:

  • padrões de comunicação
  • dinâmicas relacionais
  • compreensão partilhada do quadro clínico e do plano
  • estabilidade a longo prazo

A participação da família é sempre finalística, delimitada e supervisionada, evitando intervenções reativas ou indefinidas.

PERGUNTAS FREQUENTES

A família pode participar no tratamento?

Sim, quando clinicamente apropriado e mediante consentimento da pessoa.

E se a pessoa recusar ajuda?

Podemos orientar quanto a limites, opções realistas e passos seguintes responsáveis, de acordo com o contexto clínico e legal.

Disponibilizam terapia familiar?

Sim, como parte do tratamento ou do aftercare, quando indicado.

A família pode contactar-vos diretamente?

Sim. O contacto inicial pode ser realizado por familiares ou por representantes, sendo posteriormente enquadrado de acordo com consentimento, confidencialidade e necessidades clínicas.

NOTA SOBRE RESPONSABILIDADE

Acompanhar alguém em dificuldade pode ser emocionalmente exigente e gerar decisões complexas. Na THE BALANCE, procuramos apoiar familiares e pessoas próximas com rigor, profissionalismo e respeito, reconhecendo que a estabilidade do sistema relacional pode ser determinante para a continuidade e a segurança do plano de cuidados.