- A dependência comportamental envolve envolvimento compulsivo em comportamentos que proporcionam alívio temporário, estimulação ou regulação interna, mantendo-se apesar de consequências negativas cumulativas.
- Na THE BALANCE, estes quadros são compreendidos como padrões de coping associados a stress, trauma, dificuldades de regulação emocional e desregulação do sistema nervoso, e não apenas como um problema de controlo de impulsos.
- A intervenção é enquadrada por avaliação clínica, definição de indicação terapêutica e monitorização contínua, com atenção ao risco, à estabilidade e ao funcionamento global.
A dependência comportamental envolve envolvimento compulsivo em comportamentos que proporcionam alívio temporário, estimulação ou regulação interna, mantendo-se apesar de consequências negativas cumulativas.
Na THE BALANCE, estes quadros são compreendidos como padrões de coping associados a stress, trauma, dificuldades de regulação emocional e desregulação do sistema nervoso, e não apenas como um problema de controlo de impulsos.
A intervenção é enquadrada por avaliação clínica, definição de indicação terapêutica e monitorização contínua, com atenção ao risco, à estabilidade e ao funcionamento global.
COMPREENDER A DEPENDÊNCIA COMPORTAMENTAL
A dependência comportamental pode envolver atividades como:
- jogo
- comportamentos digitais ou online compulsivos
- compulsões relacionadas com o trabalho
- compras ou gastos compulsivos
- compulsões sexuais ou relacionais
Em fases iniciais, estes comportamentos podem ter uma função adaptativa, por exemplo na gestão de stress ou de desconforto emocional. Com o tempo, podem tornar-se rígidos, auto-reforçados e clinicamente significativos.
COMO A DEPENDÊNCIA COMPORTAMENTAL SE PODE MANIFESTAR
Algumas pessoas podem experienciar:
- preocupação crescente com o comportamento
- perda de controlo ou incapacidade de interromper
- alívio emocional seguido de culpa, vergonha ou sofrimento
- aumento da frequência ou da intensidade
- impacto em relações, desempenho profissional ou vida diária
- dificuldade em tolerar mal-estar sem recorrer ao comportamento
Os padrões tendem a agravar-se em períodos de maior stress, conflito emocional ou instabilidade.
DEPENDÊNCIA COMPORTAMENTAL EM QUADROS CLÍNICOS COMPLEXOS
Na THE BALANCE, é frequente observar dependência comportamental associada a:
- sintomas de ansiedade ou depressão
- história de trauma ou experiências emocionais não resolvidas
- burnout ou stress crónico
- dificuldades relacionadas com substâncias
- desafios relacionais ou de vinculação
O comportamento é avaliado como parte de um quadro clínico mais amplo, com formulação individual e definição de prioridades terapêuticas.
UMA ABORDAGEM CENTRADA NA REGULAÇÃO E INFORMADA PELO TRAUMA
Em muitos casos, a compulsão funciona como estratégia de regulação de estados internos. Por esse motivo, o cuidado clínico pode focar-se em:
- compreender a função clínica do comportamento
- aumentar a tolerância à experiência emocional
- apoiar a regulação do sistema nervoso
- desenvolver estratégias alternativas de coping, clinicamente sustentáveis
O ritmo de mudança é definido para reduzir risco de descompensação e evitar instabilidade clínica.
COMO A DEPENDÊNCIA COMPORTAMENTAL É ABORDADA NA THE BALANCE
O cuidado é:
- orientado por avaliação e individualizado
- multidisciplinar e coordenado
- informado pelo trauma em todas as disciplinas
- atento às dimensões psicológica, fisiológica e relacional
O plano terapêutico pode integrar psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico quando indicado, abordagens neurobiológicas e somáticas, e contextos estruturados de recuperação, articulados num programa único e monitorizado.
O PAPEL DO SISTEMA NERVOSO
Comportamentos compulsivos podem funcionar como tentativa de reduzir stress ou desconforto emocional. Isto pode incluir:
- distração face ao sofrimento interno
- procura de estimulação para contrariar entorpecimento emocional
- sensação temporária de controlo ou alívio
O suporte à regulação do sistema nervoso pode reduzir a dependência de padrões comportamentais como principal estratégia de coping.
CONTEXTOS RESIDENCIAL E AMBULATÓRIO
Consoante a gravidade, o impacto funcional e o perfil de risco, o cuidado pode ser prestado em:
- Cuidados Residenciais Individualizados
- Cuidados Residenciais em Pequeno Grupo
- Ambulatório e Continuidade de Cuidados
O nível de cuidados é definido por avaliação clínica e pela capacidade de participação terapêutica, com revisão periódica.
NOTA IMPORTANTE SOBRE RECUPERAÇÃO
A recuperação na dependência comportamental não se reduz à supressão do comportamento. A evolução clínica pode incluir:
- maior capacidade de regulação emocional
- redução de impulsos compulsivos
- aumento de autoconsciência e insight
- estratégias de coping mais seguras e eficazes
- reorganização do funcionamento diário com menor interferência clínica
O foco é a mudança sustentada, com critérios clínicos e monitorização, evitando abordagens rígidas que aumentem risco de recaída ou descompensação.
PRÓXIMOS PASSOS
Se comportamentos compulsivos estiverem a comprometer o seu bem-estar ou funcionamento, a nossa equipa de admissões pode prestar orientação confidencial e apoiar a definição dos próximos passos clinicamente apropriados.





















