Resultante de um distúrbio de ansiedade, o síndrome de pânico pode ser amenizado com o devido acompanhamento e tratamento.
Existe sempre uma forma mais acertada de como tratar síndrome de pânico, e isso vai depender da pessoa em questão.
Com várias terapias e abordagens diferentes e possíveis, os tratamentos para ataque de pânico existem, e ajudam o paciente a evoluir do estado A para o estado B - muitas vezes, de forma efetiva.
Tempo de leitura: 9 min
Resultante de um distúrbio de ansiedade, o síndrome de pânico pode ser amenizado com o devido acompanhamento e tratamento. Existe sempre uma forma mais acertada de como tratar síndrome de pânico, e isso vai depender da pessoa em questão.
Com várias terapias e abordagens diferentes e possíveis, os tratamentos para ataque de pânico existem, e ajudam o paciente a evoluir do estado A para o estado B – muitas vezes, de forma efetiva.
O síndrome de pânico subentende que os ataques de pânico tanto possam surgir de forma recorrente e espaçada, num específico período de tempo, como de forma crónica, para o resto da vida.
A OMS estima que pelo menos 2 a 4% da população mundial seja afetada pela síndrome do pânico, sendo que é sempre possível amenizar estes afeitos se devidamente diagnosticados e acompanhados. A ciência dos dias de hoje acredita numa combinação de tratamentos para o síndrome de pânico que conjugam a farmacologia com a abordagem psicoterapêutica.
Para conseguir ajudar alguém com crise de pânico é preciso saber reconhecer os sintomas de uma crise de pânico. Nem todas as pessoas podem estar preparadas para o fazer, por isso vale a pena reter os seguintes sinais de alertaem relação a uma pessoa que pode estar na iminência de um ataque de pânico:
Sinais de alerta do foro psicológico:
Partilha do seu medo de morrer
Manifestação do medo de estar em público e/ou locais com demasiadas pessoas
Evitar ir a locais onde sofreu uma crise de pânico anterior
Confessar do próprio medo de perder o controlo e/ou ficar louco
Evitar de situações stressantes
Sempre que nos depararmos com uma pessoa manifestante de qualquer um destes receios, a ponto de deixar de fazer determinada coisa em prol dos mesmos, devemos ficar em alerta. A prevenção é muitas vezes a melhor forma de evitar males maiores, e no caso das crises de pânico, estas podem efetivamente ser atenuadas.
Nada é taxativo, e um ou mais dos sintomas referidos não implicam necessariamente uma futura crise de pânico, no entanto, permanecer em alerta ou tentar questionar um pouco mais a pessoa sobre o tema, pode efetivamente ajudá-la a procurar a devida ajuda profissional.
Sinais de alerta do foro fisiológico:
Tonturas
Náuseas
Dificuldade em respirar, ou falta de ar
Suores frios e/ou transpiração quente excessiva
Palpitações e/ou tremores
Taquicardia (frequência cardíaca)
Sensação de pressão no peito, ou mesmo dor torácica
Sensação de desmaio
Assim, sempre que nos depararmos com uma pessoa que, além de algum desconforto emocional demonstra algum destes sintomas, devemos estar atentos para ter de ajudar.
Existem duas abordagens possíveis para o tratamento da síndrome de pânico. É possível recorrer à ciência psiquiátrica, que irá diagnosticar a perturbação de pânico e prescrever a respetiva medicação antidepressiva. Esta abordagem pode ainda ser alternada ou complementada com a psicoterapia, tal como a terapia cognitivo-comportamental (TCC) por forma a aprofundar o tema, e poder tratá-lo de maneira mais holística.
Tratamento psiquiátrico:
São prescritos antidepressivos e benzodiazepinas que vão atenuar os sintomas dos ataques de pânico. Este é o tratamento de ação imediata, que idealmente será de curto prazo, mas que é fundamental para tranquilizar o paciente e “trazê-lo” de volta ao estado lúcido e consciente sobre a sua própria vida.
Tratamento psicoterapêutico:
A psicoterapia é a ciência que vai ajudar a pessoa a encontrar as causas dos ataques de pânico. Vai trabalhar no sentido de desmontar o enredo de ansiedade que a pessoa atravessa, e se bem sucedido, poderá resultar numa quase cura destes sintomas, bem como dos episódios de pânico.
O controlo efetivo das crises de pânico vai depender do acompanhamento que a pessoa tem após a primeira crise de pânico. Ao procurar apoio médico e profissional, a pessoa tem oportunidade de falar sobre os seus receios e desabafar sobre aquilo que mais a perturba no momento presente.
Tal como vimos, existem duas abordagem essenciais para controlar as crises de pânico: a psiquiátrica e a psicoterapêutica.
A primeira, psiquiátrica, pode não ser necessária em todos os casos – pois isso irá depender do grau de intensidade da crise de pânico que se sofreu. Recorre-se à farmacologia antidepressiva sempre que o episódio de crise de pânico tiver sido intenso e levado a pessoa a um internamento médico hospitalar. Os fármacos são fundamentais para tranquilizar a pessoa, e reenquadrá-la no seu estado normal.
A segunda abordagem, psicoterapêutica, deve ser considerada fundamental para a recuperação efetiva do paciente. Isto porque, aqui haverá espaço para aprofundar os bloqueios emocionais da pessoa, e dessa forma ajudá-la a ressignificar a sua propria realidade, e a intensidade do medo que sente. Aprende-se a relativizar o medo.
Passos para controlar uma crise de pânico:
Existem técnicas muito simples que, sendo aplicadas no momento exato, podem efetivamente evitar uma crise de pânico. Sempre que lhe vier à mente como conseguir a cura sozinha do síndrome do pânico, ou uma forma de conseguir aplicar um remédio para síndrome do pânico natural, tente os seguintes passos:
Pensar: tente pensar num tema diferente daquele que desembocou os seus sintomas de aviso para uma possível crise de pânico. É como se estivesse a dar uma ordem ao seu cérebro para mudar os neurotransmissores de foco. Devie o seu foco de atenção para qualquer outro assunto, de preferência, positivo e mais inspirador.
Sentir: sinta a sua respiração. Tome consciência daquilo que o seu corpo está efetivamente a sentir. Se são calafrios ou tremores, tome consciência disso e tente acalmar esse sintoma. Relaxe cada um dos músculos do seu corpo. Sente-se num lugar tranquilo e com luminosidade amena, e perceba a diferença entre contração/relaxamento corporal.
Fazer: tenha perceção do ritmo da sua própria respiração. Acalme-se, inspirando e expirando profundamente, concentrando-se em cada inspiração e expiração.
Como vencer a síndrome do pânico, é uma preocupação para quem já passou pelo menos por um episódio destes. A sensação de se estar em público e não conseguir controlar os sintomas que o corpo lentamente revela, pode ser aflitiva, e deixar a pessoa em estado de ansiedade constante.
Por este motivo, a pesquisa afincada por tratamentos para ataque de pânico torna-se essencial enquanto ferramenta preventiva. Vale a pena investir no conhecimento de cura sozinha para síndrome do pânico, bem como de qualquer remédio para síndrome do pânico natural a que possa aceder, esteja onde estiver, esteja com quem estiver.
Invistir no autoconhecimento e aprender a prever uma crise de pânico antes de ela acontecer, pode melhorar enormemente a qualidade de vida. Ou ainda, aprender a programar a mente para um cenário futuro em que se saiba ter de enfrentar uma situação de desconforto maior. Lembre-se de que a ajuda profissional pode treinar a pessoa neste sentido.
FAQs
Como tratar síndrome do pânico?
O tratamento para síndrome do pânico passa por uma primeira abordagem medicamentosa com recurso a farmacologia antidepressiva. Num segundo momento, a melhor abordagem deve ser um acompanhamento psicoterapêutico com vista a ajudar o paciente a perceber de que forma se deve comportar perante um futuro ataque de pânico.
Quais os fármacos habitualmente receitados para crises de pânico?
Remédios como Alprazolam ou Xanax são ansiolíticos que relaxam e tranquilizam o corpo físico; a Citalopram é indicada para tratar a síndrome do pânico e atua diretamente sobre os níveis em défice de serotonina; a Clomipramina é um antidepressivo para reversão de estados de ansiedade e depressão. Outras abordagens mais naturais podem ser o chá de valeriana, tília, cidreira ou erva doce devido aos seus efeitos relaxantes.u003cbru003eu003cstrongu003eRemédio para síndrome do pânico naturalu003c/strongu003eu003cbru003eu003cbru003e- Tente a respiração tranquila, em que se concentra na inspiração e expiração como dois momentos separadosu003cbru003e- Depois do relaxamento, projete a sua mente para um ligar seguro, da sua infância ou outro momento em que se tenha sentido completamente em paz, e segurança. Observe os pormenores desse dia, as cores, os cheiros e as sensações.u003cbru003e- Técnicas de yoga de relaxamento, enquanto prática habitual e continuadau003cbru003e- Experimente a aromoterapia, tentanto ter sempre consigo um cheiro que lhe transmita felicidade e pazu003cbru003eAcupuctura continuada e regular, enquanto terapia de acompanhamento
Como ajudar alguém com crise de pânico?
A forma mais fidedigna de ajudar alguém que está em plena crise de pânico é aproximar-se num tom de voz calmo e sereno. Tentar que a pessoa comece a respirar lentamente, observando em simultâneo com ela/e cada inspiração e expiração. Por exemplo, contanto até 10 de forma crescente e/ou decrescente.u003cbru003e u003cbru003eEm alternativa, ou após tranquilizar minimamente a pessoa, sem a fazer falar demasiado, é ajudá-la a tomar qualquer medicação para o efeito, caso ela a tenha em sua posse.u003cbru003e
O que pode intensificar uma crise de pânico?
Se o estado de ansiedade não diminuir, a crise de pânico pode tomar proporções gigantescas – a ponto de ser necessária a intervenção hospitalar.u003cbru003e u003cbru003eUm estilo de vida não regrado como falta de horários de sono razoáveis, consumo continuado de álcool e drogas, ou ainda um trauma intenso vivido recentemente podem intensificar a gravidade do ataque de pânico.
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