A ansiedade em crianças é um problema de saúde cujos dados epidemiológicos apontam para uma prevalência de 20,5%, tendo esta cifra praticamente duplicado (Racine et al., 2021) durante a pandemia de Covid-19.
A ansiedade em crianças manifesta-se de diferentes modos ao longo do desenvolvimento. De resto, as manifestações de ansiedade na infância são em grande parte benignas e normativas, tal como afirmam Beesdo et al. (2009). De acordo com os autores, os medos que podem provocar sintomas de ansiedade normativa em idades pediátricas são:
- Na primeira infância (até aos 6 meses), medo da perda de contacto físico com os cuidadores e medo de estímulos sensoriais externos exuberantes ou súbitos;
- Entre os 6 e os 8 meses, o medo da presença de pessoas estranhas;
- Entre os 12 e os 18 meses, o medo do afastamento dos cuidadores;
- Entre os 2 e os 3 anos, medos de elementos do ambiente externo, como as trovoadas, o fogo, a água e a escuridão; do ambiente interno, como os pesadelos; e ainda medo de animais;
- Entre os 4 e os 5 anos, é normativo ter medo da morte ou de pessoas já falecidas;
- Entre os 5 e os 7 anos, medos específicos (como animais, monstros, fantasmas), medos de germes e doenças, medos de desastres naturais ou de acidentes e medo da escola relacionado sobretudo com o desempenho escolar;
- Entre os 12 e os 18 anos, medos relacionados com as interações sociais com os pares e medos de rejeição.
- Entre os 5 e os 7 anos, medos específicos (como animais, monstros, fantasmas), medos de germes e doenças, medos de desastres naturais ou de acidentes e medo da escola relacionado sobretudo com o desempenho escolar;
- Entre os 12 e os 18 anos, medos relacionados com as interações sociais com os pares e medos de rejeição.

