O alprazolam é uma benzodiazepina sujeita a receita médica. As indicações variam consoante o medicamento autorizado; em Portugal, deve ser usado apenas de acordo com o resumo das características do produto e a orientação do prescritor.
Potencia a ação inibitória do GABA nos recetores GABA-A. Pode reduzir sintomas de ansiedade, mas também causar sonolência, tonturas, alterações da memória e coordenação, dependência física e sintomas de privação.
Alguns estudos observacionais encontraram associações entre o uso prolongado de benzodiazepinas e alterações cognitivas, mas isso não demonstra que o alprazolam cause demência. A decisão de continuar o tratamento deve considerar benefícios, riscos, duração, idade, outros medicamentos e alternativas, sem garantias simplistas.
A dose, a frequência e a duração dependem da formulação, da indicação, da resposta e das condições individuais. O prescritor deve procurar a dose eficaz mais baixa durante o período mais curto apropriado; não existe uma duração fixa adequada para todas as pessoas.
Não aumente, reduza ou interrompa o alprazolam por iniciativa própria. Pode ocorrer dependência física mesmo com uso prescrito, o que não equivale automaticamente a adição ou a um padrão de uso compulsivo.
Uma interrupção brusca ou uma redução demasiado rápida pode causar ansiedade de rebound, insónia, irritabilidade, tremores, alterações da perceção e, em casos graves, convulsões. A redução deve ser gradual, individualizada e ajustada pelo prescritor à resposta e aos sintomas.
Os efeitos indesejáveis mais frequentes incluem sonolência, sedação, tonturas, dificuldade de coordenação, fadiga e alterações da memória ou concentração. Podem ocorrer também visão turva, cefaleias, alterações do apetite e da função sexual; consulte o folheto do medicamento para a lista completa e respetivas frequências.
As pessoas idosas podem ter maior risco de quedas, confusão e efeitos psicomotores. Não conduza nem utilize máquinas se sentir sonolência, tonturas ou redução da atenção. O álcool, os opioides e outros depressores do sistema nervoso central podem aumentar a sedação e o risco de dificuldade respiratória.
Tolerância e dependência física podem desenvolver-se, sobretudo com doses mais elevadas ou uso prolongado. A evidência observacional sobre efeitos cognitivos a longo prazo não permite afirmar que o alprazolam cause inevitavelmente declínio cognitivo ou demência.
- Tome apenas a dose prescrita e não partilhe o medicamento.
- Evite álcool durante o tratamento.
- Informe o prescritor sobre opioides, sedativos, anti-histamínicos e todos os outros medicamentos ou suplementos.
- Não conduza nem opere máquinas se estiver sonolento, tonto ou com dificuldade de concentração.
- Guarde o medicamento em segurança e fora do alcance de crianças.
- Contacte o prescritor antes de qualquer redução ou interrupção.
Procure assistência urgente se houver respiração lenta ou difícil, perda de consciência, convulsões, reação alérgica grave ou dificuldade em despertar a pessoa.
Uma sobredosagem pode causar sonolência intensa, confusão, fala arrastada, falta de coordenação, redução dos reflexos, hipotensão e perda de consciência. O risco de depressão respiratória, coma e morte aumenta quando o alprazolam é combinado com álcool, opioides ou outros sedativos.
Uma história de consumo de substâncias não determina quem terá uma sobredosagem. O risco depende da dose, das combinações, da formulação, da tolerância, da idade e de condições clínicas, entre outros fatores.
Perante suspeita de sobredosagem, ligue de imediato para o 112 ou para o Centro de Informação Antivenenos (800 250 250) e siga as instruções recebidas. Não provoque o vómito nem dê alimentos, bebidas ou remédios caseiros. Se a pessoa não responder ou respirar lentamente, chame o 112 sem demora.
Procure apoio médico se estiver a tomar mais alprazolam do que o prescrito, se não conseguir reduzir o uso, se continuar apesar de consequências negativas ou se tiver sintomas de privação. A avaliação deve distinguir dependência física, tolerância e um possível transtorno por uso de sedativos.
O apoio pode incluir revisão da medicação, um plano individual de redução, tratamento da ansiedade ou do pânico e acompanhamento psicológico. Não é necessário esperar por uma crise para pedir ajuda.
ESTAS INFORMAÇÕES PODEM AJUDAR
Um bom ponto de partida.
Condições que Tratamos
ExplorarOpções de cuidado02Avaliação e Planejamento Terapêutico para Tratamento Residencial Privado
ExplorarPlanejar sua estadia03Como funciona a admissão
ExplorarAvaliação e Planejamento Terapêutico para Tratamento Residencial Privado
ExplorarPlanejar sua estadia02Como funciona a admissão
ExplorarCompreender03Condições que Tratamos
ExplorarPara Famílias e Pessoas Queridas
ExplorarPlanejar sua estadia02Intervenção e Suporte em Crises
ExplorarCompreender03Condições que Tratamos
ExplorarPara Profissionais que Encaminham Pacientes
ExplorarExplorar02Governança Clínica e Segurança
ExplorarCompreender03Condições que Tratamos
ExplorarPerguntas
Perguntas frequentes
Evidência editorial
Evidência e fontes
Orientações clínicas selecionadas, pesquisas revisadas por pares e fontes de saúde pública utilizadas neste artigo.
Contexto clínico
Informações claras são apresentadas no contexto de quadros clínicos complexos e concomitantes.
Fatores individuais
A avaliação continua essencial, porque as necessidades e os riscos variam de pessoa para pessoa.
Próximos passos
Uma conversa confidencial pode ajudar a esclarecer o caminho mais adequado.
Não tem certeza de qual é o contexto mais adequado para a situação?
Sua equipe de admissão


Uma primeira conversa confidencial pode ajudar a esclarecer o quadro clínico e verificar se nosso ambiente é adequado.
