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Jil Moore
Jil MooreDiretora de Relações com Clientes
Cynthia Nakhle
Cynthia NakhleGerente de admissões

Recurso clínico

Anfetamina: efeitos, riscos, dependência e tratamento

Informação sobre anfetaminas prescritas e ilícitas, riscos agudos e prolongados, dependência, intoxicação e opções de tratamento.

Revisado clinicamente porDra. Sarah Boss, MD
Residência de pedra com piscina, relvado e palmeiras

Resumo rápido

  • A anfetamina é um estimulante do sistema nervoso central; medicamentos prescritos devem ser distinguidos de produtos ilícitos com composição e potência desconhecidas.
  • O uso pode causar problemas cardiovasculares, hipertermia, convulsões, insónia e psicose. Tolerância, dependência física e perturbação por uso são conceitos diferentes.
  • O tratamento é individualizado e baseia-se sobretudo em intervenções psicossociais e cuidados continuados. Em caso de intoxicação, contacte o CIAV ou ligue 112 perante sintomas graves.

A anfetamina é um estimulante do sistema nervoso central. Alguns medicamentos relacionados, como a lisdexanfetamina, têm utilizações específicas e regulamentadas; produtos ilícitos vendidos como “speed” podem ter composição e potência desconhecidas.

Esta página distingue o uso médico prescrito do uso não médico e aborda efeitos, riscos agudos e prolongados, tolerância, dependência, abstinência, intoxicação e tratamento. A informação do medicamento e a orientação do prescritor devem ser seguidas.

A anfetamina pode aumentar temporariamente a vigília, a energia, a atenção e a sociabilidade e pode reduzir o apetite. Também pode causar ansiedade, irritabilidade, insónia, sudação, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial.

Estes efeitos não tornam a anfetamina uma forma segura de lidar com cansaço, tristeza, estudo, trabalho ou perda de peso. O uso médico depende de um produto autorizado, de uma indicação específica e de acompanhamento clínico.

Doses elevadas, uso repetido, falta de sono ou combinação com outras substâncias podem causar dor no peito, arritmia, hipertermia, convulsões, agitação intensa, alucinações ou psicose. Ligue 112 perante sintomas graves.

O uso frequente ou prolongado pode contribuir para perturbações do sono, perda de peso e desnutrição, problemas cardiovasculares, alterações de humor, ansiedade, paranoia ou psicose. A probabilidade e a gravidade variam entre pessoas e padrões de uso.

Tolerância pode ocorrer, mas não é sinónimo de dependência física nem de perturbação por uso de estimulantes. Também é incorreto afirmar que todas as pessoas desenvolvem danos cerebrais permanentes.

Produtos ilícitos acrescentam riscos relacionados com composição desconhecida, contaminantes e formas de administração. A injeção aumenta ainda o risco de infeções e danos nos vasos sanguíneos.

Não existe uma duração única aplicável a todas as anfetaminas. Os efeitos e a eliminação dependem da substância e formulação, dose, via de administração, frequência de uso, outros medicamentos, função renal e hepática e características individuais.

Anfepramona é uma substância e um medicamento distintos; os seus tempos não devem ser usados para prever a duração de outros estimulantes. Valores fixos de quatro a seis horas ou de meia-vida não são uma base segura para repetir a dose, conduzir ou combinar substâncias.

A deteção em sangue, urina ou saliva também depende do teste, do limiar laboratorial e do padrão de uso. Uma análise positiva não determina por si só quando ocorreu o consumo nem se a pessoa está naquele momento sob efeito.

Tolerância significa que uma dose anterior produz menos efeito. Dependência física refere-se à adaptação do organismo, enquanto uma perturbação por uso envolve perda de controlo e continuação apesar de consequências. Estes conceitos não são equivalentes.

Após uso regular ou intenso, a interrupção pode causar fadiga, aumento do sono ou insónia, humor deprimido, irritabilidade, aumento do apetite e desejo intenso. A intensidade e a duração variam.

Sinais de preocupação incluem dificuldade em controlar o uso, muito tempo gasto a obter ou recuperar da substância, abandono de atividades e continuação apesar de problemas físicos, psicológicos ou sociais. Procure ajuda urgente perante psicose, ideias suicidas ou sintomas físicos graves.

O tratamento começa com uma avaliação individual do uso, saúde física e mental, outros medicamentos e substâncias, segurança, habitação, trabalho e apoio social. Nem todas as pessoas precisam de uma fase separada de “desintoxicação” ou de internamento.

Intervenções psicossociais, incluindo terapia cognitivo-comportamental e gestão de contingências, podem ser oferecidas. Não existe um medicamento universalmente aprovado que cure por si só a dependência de estimulantes; fármacos podem ser usados para condições coexistentes ou sintomas específicos após avaliação clínica.

O apoio pode ser ambulatório ou residencial, conforme a gravidade, os riscos, as preferências e os recursos disponíveis. Apoio familiar, nutrição, sono, redução de danos e continuidade de cuidados podem fazer parte do plano. A recuperação não segue uma duração fixa e uma recaída não significa que o tratamento falhou.

A THE BALANCE pode fornecer informação sobre avaliação e opções de tratamento para uso problemático de estimulantes. É necessária uma avaliação antes de recomendar cuidados; nenhum resultado pode ser garantido.

Em Portugal, perante suspeita de intoxicação, contacte o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) através do 800 250 250 e siga as instruções recebidas. Ligue 112 em caso de dor no peito, convulsões, hipertermia, agitação extrema, dificuldade respiratória, perda de consciência ou outros sintomas graves.

Para informações sobre uma admissão, utilize os contactos oficiais apresentados no site. Não altere nem interrompa um medicamento prescrito sem falar com o prescritor, salvo indicação de emergência.

Perguntas

Perguntas frequentes

O que é anfetamina?
As anfetaminas são estimulantes do sistema nervoso central. Anfetamina, dexanfetamina e lisdexanfetamina estão relacionadas, mas a metanfetamina é uma substância distinta e a Ritalina contém metilfenidato, não anfetamina.
Qual é o uso médico das anfetaminas?
As utilizações médicas dependem da substância, do produto autorizado e do país. Em Portugal, consulte a informação oficial do INFARMED e siga a prescrição; uma indicação não deve ser generalizada a todos os produtos relacionados com anfetaminas.
A anfetamina emagrece?
A redução do apetite pode ocorrer, mas isso não torna a anfetamina um tratamento seguro ou autorizado para perder peso. Não use estimulantes para esse fim sem uma indicação e prescrição específicas.
Cocaina é anfetamina?
Não, as anfetaminas e a cocaína são substâncias diferentes com estruturas químicas distintas, mesmo que as duas sejam estimulantes do sistema nervoso central.

Evidência editorial

Evidência e fontes

Orientações clínicas selecionadas, pesquisas revisadas por pares e fontes de saúde pública utilizadas neste artigo.

01INFARMED: informação oficial sobre medicamentos em PortugalVer fonte
02INEM: Centro de Informação Antivenenos (CIAV)Ver fonte
03OMS: apoio psicossocial nas perturbações por uso de psicoestimulantesVer fonte
Ver todas as 4 fontesMostrar menos fontes
04OMS/UNODC: padrões internacionais para o tratamento de perturbações por uso de substânciasVer fonte
O que está incluído
01

Contexto clínico

Informações claras são apresentadas no contexto de quadros clínicos complexos e concomitantes.

02

Fatores individuais

A avaliação continua essencial, porque as necessidades e os riscos variam de pessoa para pessoa.

03

Próximos passos

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