A anfetamina é um estimulante do sistema nervoso central. Alguns medicamentos relacionados, como a lisdexanfetamina, têm utilizações específicas e regulamentadas; produtos ilícitos vendidos como “speed” podem ter composição e potência desconhecidas.
Esta página distingue o uso médico prescrito do uso não médico e aborda efeitos, riscos agudos e prolongados, tolerância, dependência, abstinência, intoxicação e tratamento. A informação do medicamento e a orientação do prescritor devem ser seguidas.
A anfetamina pode aumentar temporariamente a vigília, a energia, a atenção e a sociabilidade e pode reduzir o apetite. Também pode causar ansiedade, irritabilidade, insónia, sudação, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial.
Estes efeitos não tornam a anfetamina uma forma segura de lidar com cansaço, tristeza, estudo, trabalho ou perda de peso. O uso médico depende de um produto autorizado, de uma indicação específica e de acompanhamento clínico.
Doses elevadas, uso repetido, falta de sono ou combinação com outras substâncias podem causar dor no peito, arritmia, hipertermia, convulsões, agitação intensa, alucinações ou psicose. Ligue 112 perante sintomas graves.
O uso frequente ou prolongado pode contribuir para perturbações do sono, perda de peso e desnutrição, problemas cardiovasculares, alterações de humor, ansiedade, paranoia ou psicose. A probabilidade e a gravidade variam entre pessoas e padrões de uso.
Tolerância pode ocorrer, mas não é sinónimo de dependência física nem de perturbação por uso de estimulantes. Também é incorreto afirmar que todas as pessoas desenvolvem danos cerebrais permanentes.
Produtos ilícitos acrescentam riscos relacionados com composição desconhecida, contaminantes e formas de administração. A injeção aumenta ainda o risco de infeções e danos nos vasos sanguíneos.
Não existe uma duração única aplicável a todas as anfetaminas. Os efeitos e a eliminação dependem da substância e formulação, dose, via de administração, frequência de uso, outros medicamentos, função renal e hepática e características individuais.
Anfepramona é uma substância e um medicamento distintos; os seus tempos não devem ser usados para prever a duração de outros estimulantes. Valores fixos de quatro a seis horas ou de meia-vida não são uma base segura para repetir a dose, conduzir ou combinar substâncias.
A deteção em sangue, urina ou saliva também depende do teste, do limiar laboratorial e do padrão de uso. Uma análise positiva não determina por si só quando ocorreu o consumo nem se a pessoa está naquele momento sob efeito.
Tolerância significa que uma dose anterior produz menos efeito. Dependência física refere-se à adaptação do organismo, enquanto uma perturbação por uso envolve perda de controlo e continuação apesar de consequências. Estes conceitos não são equivalentes.
Após uso regular ou intenso, a interrupção pode causar fadiga, aumento do sono ou insónia, humor deprimido, irritabilidade, aumento do apetite e desejo intenso. A intensidade e a duração variam.
Sinais de preocupação incluem dificuldade em controlar o uso, muito tempo gasto a obter ou recuperar da substância, abandono de atividades e continuação apesar de problemas físicos, psicológicos ou sociais. Procure ajuda urgente perante psicose, ideias suicidas ou sintomas físicos graves.
O tratamento começa com uma avaliação individual do uso, saúde física e mental, outros medicamentos e substâncias, segurança, habitação, trabalho e apoio social. Nem todas as pessoas precisam de uma fase separada de “desintoxicação” ou de internamento.
Intervenções psicossociais, incluindo terapia cognitivo-comportamental e gestão de contingências, podem ser oferecidas. Não existe um medicamento universalmente aprovado que cure por si só a dependência de estimulantes; fármacos podem ser usados para condições coexistentes ou sintomas específicos após avaliação clínica.
O apoio pode ser ambulatório ou residencial, conforme a gravidade, os riscos, as preferências e os recursos disponíveis. Apoio familiar, nutrição, sono, redução de danos e continuidade de cuidados podem fazer parte do plano. A recuperação não segue uma duração fixa e uma recaída não significa que o tratamento falhou.
A THE BALANCE pode fornecer informação sobre avaliação e opções de tratamento para uso problemático de estimulantes. É necessária uma avaliação antes de recomendar cuidados; nenhum resultado pode ser garantido.
Em Portugal, perante suspeita de intoxicação, contacte o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) através do 800 250 250 e siga as instruções recebidas. Ligue 112 em caso de dor no peito, convulsões, hipertermia, agitação extrema, dificuldade respiratória, perda de consciência ou outros sintomas graves.
Para informações sobre uma admissão, utilize os contactos oficiais apresentados no site. Não altere nem interrompa um medicamento prescrito sem falar com o prescritor, salvo indicação de emergência.


