“Hangxiety” é um nome informal para a ansiedade durante a ressaca. Pode envolver preocupação, inquietação, coração acelerado ou pensamentos repetitivos sobre a noite anterior. O termo não constitui um diagnóstico de transtorno de ansiedade e não deve ser usado para minimizar sintomas que possam indicar abstinência de álcool ou outro problema médico.
Por que a ansiedade pode surgir após beber
A ressaca pode envolver alterações do sono, irritação gastrointestinal, desidratação e mudanças no sistema nervoso à medida que o efeito do álcool passa. A ansiedade também pode ser influenciada pela incerteza sobre o que aconteceu, por preocupações preexistentes ou pelas circunstâncias em que se bebeu. Não há uma única explicação baseada em serotonina ou dopamina que dê conta da experiência de todas as pessoas.
O álcool pode reduzir temporariamente a sensação de ansiedade, mas depois prejudicar o sono, o humor e a capacidade de lidar com dificuldades. Beber repetidamente para aliviar a ansiedade do dia seguinte pode se tornar um padrão preocupante. Sentir timidez não significa, por si só, que alguém desenvolverá transtorno por uso de álcool.
Ansiedade da ressaca ou abstinência de álcool?
Os sintomas podem se sobrepor. Em uma pessoa que bebe em grandes quantidades ou regularmente, tremores, suor, náusea, agitação ou ansiedade à medida que o efeito do álcool passa podem indicar abstinência. Um histórico de convulsão por abstinência ou de episódio grave de abstinência torna a orientação médica especialmente importante. Não se baseie em uma regra de “desintoxicação” de oito horas nem em um número fixo de dias para avaliar a segurança.
Procure avaliação médica sem demora se houver possibilidade de abstinência e busque orientação antes de interromper abruptamente ou reduzir drasticamente um consumo regular e elevado de álcool. Convulsões, alucinações, confusão intensa, colapso ou incapacidade de se manter em segurança exigem ajuda urgente. Não se deve simplesmente presumir que dor no peito ou dificuldade para respirar sejam manifestações de pânico.
O que pode ajudar em uma ressaca sem complicações
Descanso, ingestão habitual de líquidos e alimentos que você consiga tolerar podem ajudar a aliviar o desconforto, mas não existe uma cura instantânea comprovada para a ressaca. Evite dirigir ou realizar outras atividades que exijam atenção enquanto sua capacidade estiver comprometida. Um ambiente tranquilo e uma respiração suave e confortável podem ajudar a lidar com a ansiedade, sem promessa de eliminá-la.
Não consuma álcool para tratar os sintomas nem acrescente um benzodiazepínico, medicamento para dormir ou outro sedativo sem orientação médica. O álcool pode interagir tanto com medicamentos prescritos quanto com os de venda livre. Consulte um farmacêutico antes de tomar analgésicos ou outro remédio, especialmente se você tiver outras condições de saúde ou usar medicamentos regularmente.
Se você não conseguir reter líquidos, os sintomas forem intensos ou houver suspeita de lesão ou de exposição inesperada a alguma substância, procure orientação médica. Uma pessoa que apresenta dificuldade para acordar ou respiração anormal precisa de atendimento de emergência, não de um remédio para ressaca.
Quanto tempo dura a ansiedade da ressaca?
Não existe um prazo exato que se aplique a todas as pessoas. Os sintomas da ressaca costumam melhorar à medida que o organismo se recupera, mas a ansiedade que persiste, piora ou ocorre fora dos episódios de consumo de álcool merece avaliação. Resultados de estudos em animais não podem ser usados para prometer um prazo específico de recuperação para uma pessoa.
O padrão dos sintomas fornece informações úteis: anote quando começaram, a quantidade de álcool consumida e os horários do consumo, como foi o sono, o uso de outras substâncias e se sintomas semelhantes ocorrem após dias sem álcool. Leve essas informações a um profissional, em vez de testar repetidamente esse padrão voltando a beber.
Como evitar que o ciclo se repita
Optar por não beber evita as ressacas relacionadas ao álcool; pessoas com possível dependência física devem primeiro providenciar apoio médico para fazer essa mudança com segurança. Se você continuar bebendo, evitar o consumo rápido ou em grandes quantidades pode reduzir danos, mas alimentos e água não garantem a prevenção da ansiedade ou da intoxicação.
Se o álcool se tornou uma forma de lidar com a ansiedade social, o estresse ou as dificuldades para dormir, procure apoio para essa dificuldade subjacente. O tratamento psicológico e, quando indicado, o uso de medicamentos podem ser considerados a partir de uma avaliação clínica. Nenhum conjunto de mudanças no estilo de vida pode prometer a cura completa de todos os transtornos de ansiedade.


