THE BALANCEhttps://thebalance.clinic/pt/sobre/publicacoes/imprensa/perguntas-suplementos-ansiedade/

Raízes suíças. Experiência internacional. Cuidado pessoal, com privacidade e discrição.

THE BALANCE

Admissões confidenciais

Vamos conversar sobre seu próximo passo.

Converse com nossa equipe de admissões sobre o tratamento para você ou alguém querido.

Privacidade e discrição desde a primeira conversa.

Sua equipe de admissão

Jil Moore
Jil MooreDiretora de Relações com Clientes
Cynthia Nakhle
Cynthia NakhleGerente de admissões

Best Life · Reflexões editoriais

Perguntas a fazer antes de tomar suplementos para ansiedade

Como analisar evidências, rótulos, interações e o papel da avaliação clínica antes de incluir um suplemento no plano de cuidado da ansiedade.

Publicação originalLeia o artigo original
Best LifeReportagem jornalística

9 Best Supplements for Anxiety, Doctors Say

Artigo de Lauren Gray · 22 de agosto de 2024

O artigo de Lauren Gray na Best Life inclui comentários da Dra. Indhira Ghyssaert, identificada como profissional que trabalha com THE BALANCE. Estas reflexões originais discutem decisões sobre suplementos e segurança sem endossar um ranking de produtos.

Quando se torna difícil conviver com a ansiedade, um suplemento pode parecer um próximo passo simples. É fácil comprar um frasco, a linguagem da embalagem pode transmitir segurança e uma lista de ingredientes recomendados pode parecer mais fácil de lidar do que uma conversa complexa sobre saúde. Ainda assim, a decisão merece cuidado. O que está sendo tratado, quais evidências sustentam o uso do produto e como ele se encaixa nas condições de saúde e no tratamento atual da pessoa?

A reportagem da Best Life inclui comentários da Dra. Indhira Ghyssaert, apresentada como médica e nutricionista que trabalha com THE BALANCE. Este texto complementar original não reproduz uma classificação de suplementos. Ele apresenta perguntas que podem ajudar leitores a discutir evidências, segurança e uma avaliação adequada com um profissional qualificado.

O objetivo não é descartar todos os suplementos nem presumir que um ingrediente conhecido seja inofensivo. Uma decisão bem fundamentada tem uma finalidade clara, considera a pessoa como um todo e inclui uma forma de reavaliar o resultado. Uma alegação de marketing ou a experiência de outra pessoa não oferece todas essas informações.

Quatro perguntas para se preparar

  1. Quais sintomas ou preocupações espero abordar, e eles já foram avaliados?

  2. Quais evidências sustentam o uso deste ingrediente ou produto específico para esta finalidade em particular?

  3. Ele pode interagir com meus medicamentos, outros suplementos ou minhas condições de saúde?

  4. Como um profissional de saúde e eu decidiríamos se o plano está ajudando e continua adequado?

Comece pela questão da ansiedade, não pelo produto

Descreva o que está acontecendo antes de decidir o que comprar. A ansiedade pode surgir em torno de uma situação específica, persistir em várias áreas da vida ou acompanhar outros sintomas que precisam de avaliação. Anote há quanto tempo a dificuldade está presente e como ela afeta o sono, o trabalho, os relacionamentos ou as atividades cotidianas. Um breve relato oferece ao profissional de saúde algo mais útil do que uma lista de produtos que você considerou usar.

O Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos distingue a ansiedade comum dos transtornos que persistem e interferem no funcionamento diário. Um artigo on-line não pode fazer essa distinção para uma pessoa. Um profissional de saúde pode considerar os sintomas, o histórico médico, os medicamentos e outros fatores relevantes antes de discutir um plano adequado.

Pergunte o que deve ser avaliado e por quê. Você não precisa solicitar todos os exames mencionados em uma reportagem sobre estilo de vida. Os exames devem partir de uma questão clínica, não da promessa de que um painel amplo explicará todos os sentimentos. Se você não conhece um exame proposto, pergunte o que o resultado mudaria no cuidado. Uma explicação clara facilita a compreensão tanto do valor quanto dos limites da avaliação.

Diferencie uma necessidade nutricional de uma alegação de tratamento da ansiedade

Corrigir um problema nutricional identificado e tratar um transtorno de ansiedade são questões clínicas diferentes. Um nutriente pode ser necessário para a saúde sem que uma quantidade adicional seja um tratamento eficaz para a ansiedade de todas as pessoas. Pergunte a qual dessas questões a recomendação se refere. Essa distinção ajuda a evitar que uma explicação biológica plausível se torne uma prescrição generalizada.

O Escritório de Suplementos Alimentares dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) explica que suplementos podem ajudar a atender a algumas necessidades de nutrientes, mas muitos produtos exigem mais estudos e podem apresentar riscos. A decisão pertinente depende das circunstâncias individuais. A alimentação, o histórico médico, outros produtos e os resultados de exames apropriados podem ser relevantes, mas cabe a um profissional de saúde determinar quais detalhes são necessários.

Evite presumir que um sintoma comprova uma deficiência ou que todas as pessoas de uma ampla faixa etária precisam do mesmo produto. Leve a preocupação a um profissional que possa explicar o raciocínio. Se um suplemento for recomendado para uma finalidade nutricional específica, pergunte por quanto tempo se pretende utilizá-lo e se é necessário acompanhamento. Seu papel deve permanecer compreensível, em vez de se tornar uma adição permanente cuja finalidade original foi esquecida.

Pergunte o que as evidências realmente mostram

Procure evidências sobre a preparação, a finalidade e a população específicas. Um estudo envolvendo um extrato não estabelece automaticamente o mesmo resultado para todos os produtos que levam o nome da planta. Uma constatação sobre estresse ou sono pode não responder a uma questão sobre um transtorno de ansiedade diagnosticado. Pergunte se as evidências dizem respeito a uma melhora significativa, por quanto tempo os participantes foram acompanhados e o que permanece incerto.

O Centro Nacional de Saúde Complementar e Integrativa dos Estados Unidos analisa abordagens complementares com atenção à qualidade e aos limites das pesquisas. Suas orientações sobre ashwagandha, por exemplo, descrevem as evidências relativas à ansiedade como inconclusivas. Isso ilustra por que a popularidade não deve ser tratada como uma resposta definitiva sobre a eficácia.

Você não precisa interpretar um artigo científico sem ajuda. Leve a alegação ou o produto a um profissional de saúde ou de farmácia e pergunte como se aplica à sua situação. Tenha cautela com recomendações cujo grau de certeza exceda as evidências disponíveis. Uma discussão responsável pode reconhecer uma possibilidade interessante e, ao mesmo tempo, explicar por que ela talvez não justifique o uso ou por que outra forma de cuidado tem um papel mais claro no plano atual.

Revise a lista completa para avaliar a segurança e as interações

Prepare uma lista atualizada com os medicamentos prescritos, os medicamentos isentos de prescrição, os suplementos e os outros produtos que você usa. Inclua nomes de marcas, ingredientes, quantidades e frequência de uso, quando disponíveis. Fotografar os rótulos pode ajudar a evitar confusões. Um produto descrito como auxiliar do sono ou mistura calmante pode conter vários ingredientes também presentes em outro produto guardado no armário.

As orientações dos NIH sobre suplementos alertam que podem ocorrer interações e efeitos adversos, especialmente com doses elevadas ou vários produtos. Ser natural não equivale a uma avaliação completa de segurança. Gravidez, amamentação, cirurgias e determinadas condições médicas podem mudar a discussão. Compartilhe essas circunstâncias com o profissional que está revisando a lista, em vez de presumir que são irrelevantes para algo vendido sem receita.

Os riscos também variam conforme o ingrediente. O NCCIH menciona relatos raros de lesão hepática com ashwagandha, precauções relacionadas a doenças da tireoide ou autoimunes e a orientação de evitar seu uso durante a gravidez e a amamentação. Esses detalhes são motivos para uma conversa individualizada, não uma lista de verificação para autoprescrição. Não acrescente nem combine produtos simplesmente porque aparecem juntos em um artigo ou porque uma pessoa amiga os tolerou.

Diferencie qualidade do produto de comprovação de benefício

Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration não aprova a segurança e a eficácia dos suplementos alimentares antes de sua comercialização. Portanto, a disponibilidade não deve ser interpretada como evidência de que um produto trata a ansiedade. A agência orienta os consumidores a discutir decisões sobre suplementos com um profissional de saúde.

Leia o rótulo e a alegação efetivamente feita. A embalagem identifica os ingredientes com clareza? A recomendação se refere ao bem-estar geral ou a publicidade sugere o tratamento de um transtorno? Pergunte o que eventuais testes ou selos de certificação comprovam. Verificar a composição ou a qualidade de fabricação é diferente de verificar se um produto melhora os sintomas que você deseja abordar. Uma coisa não deve substituir a outra.

Considere também o contexto comercial. Um código de influenciador, um link de afiliado ou um depoimento pode criar um incentivo para promover um produto. Isso, por si só, não prova que a alegação seja falsa, mas é um contexto relevante. Procure informações de fontes que expliquem limitações e alternativas. Você deve poder avaliar a recomendação sem uma contagem regressiva, uma mensagem de venda com apelo emocional ou pressão para comprar vários produtos juntos. Inclua também suas prioridades na conversa. Você pode ter preocupações com efeitos colaterais, custo, quantidade de produtos que já toma ou dificuldade de manter uma rotina complexa. Essas preocupações são relevantes para a escolha do cuidado. Um plano que parece atraente no papel pode ser difícil de seguir se suas exigências práticas forem ignoradas. Peça ao profissional que explique as opções em uma linguagem que você consiga utilizar e identifique quais decisões precisam ser tomadas agora.

Mantenha um registro da recomendação e de seu motivo, incluindo quem a fez e quando ela deve ser reavaliada. Se você conversar posteriormente com outro profissional de saúde, esse registro poderá tornar a conversa mais clara. Você não deveria precisar reconstruir de memória uma lista crescente de produtos. Uma recomendação também pode ser reconsiderada quando as circunstâncias mudam. Continuar indefinidamente porque um frasco permanece no armário é diferente de escolher uma intervenção cuja finalidade e adequação continuam sendo compreendidas a cada reavaliação.

Mantenha o cuidado clínico e a reavaliação no centro

Se um profissional de saúde recomendar experimentar um suplemento, pergunte qual é a finalidade, quais mudanças seriam significativas e quando vocês farão uma reavaliação em conjunto. Esclareça o que fazer se os sintomas piorarem ou houver suspeita de um efeito adverso. Evite mudar várias coisas ao mesmo tempo sem um plano, pois pode se tornar difícil compreender o que está contribuindo para qualquer mudança.

Mantenha em vista o cuidado já estabelecido. Não interrompa um tratamento prescrito nem adie uma avaliação enquanto espera que um produto resolva sintomas persistentes. Informe às pessoas envolvidas no seu cuidado o que você está tomando para que as decisões possam ser coordenadas. Um suplemento, quando apropriado, deve ter um lugar definido nessa conversa, em vez de se tornar um plano de tratamento separado, montado a partir de recomendações desconexas.

O próximo passo mais útil pode ser uma consulta, uma revisão dos medicamentos ou um relato mais claro de como a ansiedade está interferindo na sua vida. Você merece informações que apoiem uma decisão ponderada, e não uma promessa de que um ingrediente explicará ou resolverá tudo. Comece pela pessoa, examine as evidências e mantenha o plano aberto à reavaliação profissional.

ESTAS INFORMAÇÕES PODEM AJUDAR

Comece aqui.

THE BALANCE
UM PRIMEIRO PASSO

Pergunte sobre nossos tratamentos